Literatura & vida

Literatura & vida

quinta-feira, 31 de março de 2011

As sem razões do amor! Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

terça-feira, 29 de março de 2011

Para encerrarmos este dia , Mar de Vinicius de Moraes.



Literatura ! Conceito.

A literatura é tradicionalmente  entendida como uma arte verbal.A arte da palavra,segundo Aristóteles.Mas isso diz pouco.Mesmo porque,durante longo tempo,limitava-se ás composições em verso.
   Não é fácil o trabalho de conceituar a Literatura. Por trás de todo conceito haverá sempre um posicionamento crítico. Todavia, colocaremos alguns conceitos, em relevo, para que possam fazer suas avaliações:
 Um dos mais antigos textos sobre o conceito de Literatura é a Poética, de Aristóteles (que inaugurou a longa série de estudos). Nesse texto, o filósofo grego afirma que "arte é imitação (mímesis em grego)". E justifica: "o imitar é congênito no homem (e nisso difere dos outros viventes, pois de todos, é ele o mais imitador e, por imitação, apreende as primeiras lições), e os homens se comprazem no imitado".O que ele quer nos dizer é que o imitar faz parte da natureza humana e os homens sentem prazer nisso; em síntese, arte como recriação.
 A literatura nos permite viver num mundo onde as regras inflexíveis da vida real podem ser quebradas, onde nos libertamos do cárcere do tempo e do espaço, onde podemos cometer excessos sem castigo e desfrutar de uma soberania sem limites.(Mário Vargas Llosa)

Movimento da escola Nova no Brasil até os anos de 1930.


Com vistas a lançar algumas luzes sobre o desenvolvimento das escolas experimentais no Brasil, procuro compreender de que maneira o ideário da “Escola Nova[1]” viria a “aportar” no País, condicionando parte das iniciativas pedagógicas desenvolvidas entre o fim do século XIX e as quatro primeiras décadas do século XX. Diana Vidal (2000) indica que as idéias ligadas a uma pedagogia experimental teriam chegado ao Brasil em fins do século XIX, com a adoção do método das “Lições de Coisas”. Tal método consistia em usar recursos visuais (figuras) como elementos de apoio às aulas. Esse método visava a tornar mais concretas as lições ministradas nas escolas. Há que se destacar, principalmente a utilização deste método como aporte às aulas cujos conteúdos estivessem ligados às Ciências da Natureza, provendo-as de um caráter concreto e de uma orientação calcada na visão positivista de ciência. No livro intitulado Educação e Sociedade na Primeira República, Jorge Nagle (1976) busca desenvolver uma análise do modo segundo o qual nas décadas de 1910 e 1920, o ideário liberal, sob a forma do “Entusiasmo pela Educação” é retomado no que se refere às suas demandas por representação e justiça. Assim, pela via da educação teria sido buscada a consolidação dos ideais da democracia representativa e da industrialização. De acordo com Nagle, as transformações econômicas e culturais pelas quais o Brasil passava nos anos de 1910 e 1920, teriam condicionado uma visão de educação que concebia a escola como sendo a instituição responsável pela difusão da “ cultura do progresso”, daí a assertiva de que “A Escolarização é o motor da História”. A partir da década de 1910, dois grupos passariam a buscar na educação sua bandeira de luta: os Nacionalistas e os Católicos. Tais grupos se apresentavam fortemente imbricados, tendo como elemento de ligação principal a ideologia nacionalista (havendo inclusive um Movimento Nacionalista Católico[2]). Apesar desta ligação ideológica, e do objetivo comum de “construção da identidade nacional”, algumas diferenças em relação aos meios de implementar seus objetivos podem ser destacadas. No que se refere aos Nacionalistas, em especial à “Liga Nacionalista de São Paulo”, caberia afirmar que conceber a educação como um direito político implicava em lutar pela “alfabetização das massas” como forma de alterar os quadros eleitorais da época pela ampliação do sufrágio. Em relação aos Católicos, seria correto afirmar que na luta pela educação estaria subjacente o interesse de ampliar a influência da Igreja pela via da escolarização das massas. Desse modo, constata-se que no Pensamento Político-Educacional dos anos de 1920, a escolarização viria a ocupar um papel central. No tocante às políticas públicas de educação percebe-se uma tentativa de fornecer à escolarização um caráter prático, de modo a substituir nas escolas o “beletrismo” por uma educação voltada para a “produção de riquezas para a nação”. Tais premissas teriam afetado o Ensino Primário, a Escola Normal, o Ensino Profissional, o Ensino Secundário e o Superior. Nesse contexto, teria sido desenhado o cenário propício para o desenvolvimento de iniciativas como “O Inquérito da Instrução Pública de 1926”, conduzido por Fernando de Azevedo, e a criação da Associação Brasileira de Educação (ABE) em 1927. Em especial naquilo que tange a ABE, poder-se-ia afirmar que esta associação seria responsável pela condução dos debates acerca da escolarização em âmbito nacional por parte dos técnicos e intelectuais da educação. Uma das principais conseqüências desse “clima cultural” teria sido a penetração das idéias escolanovistas no cenário político-educacional brasileiro. Quanto à penetração do escolanovismo[3] no Brasil, NAGLE identifica duas fases: a) do fim do Período Imperial até o ano de 1920: introdução das idéias escolanovistas;b) sistematização das idéias e tentativas de implementação e sistematização do escolanovismo no Brasil: da década de 1920 em diante. Na segunda etapa de penetração do escolanovismo no Brasil, os “Reformistas da Instrução Pública” teriam se apropriado de parte dos ideais da Escola Nova, como a inserção do Método Experimental e do Pragmatismo nas metodologias de ensino. Merece destaque ainda o fato de que na década de 1920 os Cursos Normais ganhariam um caráter técnico-profissionalizante, com prevalência da Psicologia no currículo desses cursos. Outro elemento que deve ser ressaltado diz respeito à criação de Jardins de Infância a essa época. Naquilo que tange às especificidades de cada uma das reformas, seria interessante mencionar que várias vertentes teriam influenciado cada uma delas. Destaca-se em comum o fato de não ser possível perceber uma total implementação de pressupostos escolanovistas em nenhum dos casos mencionados pelo autor (Ceará, Minas, Distrito Federal e Bahia) devido ao descompasso entre esse ideário e a organização administrativa e de ensino preexistente nas escolas brasileiras. [1] Sobre as iniciativas de renovação pedagógica cujo eixo da educação escolar seria o aluno, várias são as denominações que receberam tais iniciativas, dentre elas destacam-se: “ Escolanovismo” (NAGLE, 1976), “Escola Nova” (VIDAL, 2000) e “ Escolas Novas” (CAMBI, 1999). Opto por trabalhar de maneira indiferenciada com estes termos, entendendo-os como sinônimos. [2] A essa época, o Nacionalismo era uma ideologia que se apresentava como uma espécie de “ linguagem comum” dos diferentes grupos sociais e políticos existentes no Brasil. [3] Este termo refere-se a um movimento ideológico em que diversos intelectuais (nem todos seriam educadores) e/ou,educadores buscam trazer para o Brasil e, notadamente para as escolas as idéias pedagógicas do já mencionado “Movimento da Escola Nova” ocorrido na Europa no século XIX e primeiras décadas do século XX.
Publicado em: outubro 202007   


origem: O Movimento da Escola Nova no Brasil até os anos de 1930 http://pt.shvoong.com/social-sciences/education/1692160-movimento-da-escola-nova-brasil/#ixzz1I2L0y8is

MOrte vida Severina !Trecho

O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI 
   

— O meu nome é Severino,  
como não tenho outro de pia. 
Como há muitos Severinos, 
que é santo de romaria,  
deram então de me chamar 
Severino de Maria 
como há muitos Severinos 
com mães chamadas Maria, 
fiquei sendo o da Maria 
do finado Zacarias.  
  

Mais isso ainda diz pouco:  
há muitos na freguesia,  
por causa de um coronel  
que se chamou Zacarias  
e que foi o mais antigo  
senhor desta sesmaria.   

Como então dizer quem falo  
ora a Vossas Senhorias?  
Vejamos: é o Severino  
da Maria do Zacarias,  
lá da serra da Costela,  
limites da Paraíba.   

Mas isso ainda diz pouco:  
se ao menos mais cinco havia  
com nome de Severino  
filhos de tantas Marias  
mulheres de outros tantos,  
já finados, Zacarias,  
vivendo na mesma serra  
magra e ossuda em que eu vivia.   

Somos muitos Severinos 
iguais em tudo na vida:  
na mesma cabeça grande  
que a custo é que se equilibra,  
no mesmo ventre crescido  
sobre as mesmas pernas finas  
e iguais também porque o sangue,  
que usamos tem pouca tinta.   

E se somos Severinos  
iguais em tudo na vida,  
morremos de morte igual,  
mesma morte severina:  
que é a morte de que se morre  
de velhice antes dos trinta,  
de emboscada antes dos vinte  
de fome um pouco por dia  
(de fraqueza e de doença  
é que a morte severina  
ataca em qualquer idade,  
e até gente não nascida).   

Somos muitos Severinos  
iguais em tudo e na sina:  
a de abrandar estas pedras  
suando-se muito em cima,  
a de tentar despertar  
terra sempre mais extinta,   

a de querer arrancar  
alguns roçado da cinza.  
Mas, para que me conheçam  
melhor Vossas Senhorias  
e melhor possam seguir  
a história de minha vida,  
passo a ser o Severino  
que em vossa presença emigra.  



De João Cabral de Melo Neto

Sonhos!

Eu tinha um sonho que para mim estava muito longe do meu alcance ,mas aquilo que para mim era impossível para Deus era muito fácil de realizar .E agora estou realizando o meu sonho fazer um faculdade ,pode ser o seu sonho também então não desista .
Hoje faço Letras e estou aprendendo muito, vou tentar a medida do possível ,blogar matérias e assuntos que eu achar de interessante para todos até mesmo pesquisas ,textos ,poemas etc...Já que faço literatura e amo escrever ,ouvir lindas canções  ,ler bons livros ver bons filmes então vou compartilhar com todos o meu sonho se realizando.