Literatura & vida

Literatura & vida

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Era vargas


O presente texto tem como objetivo trazer algumas considerações sobre os anos de 1930 no
que concerne à valorização da escola como projeto de ascensão e inserção social, valor já
consubstanciado no fim do século XIX, no limiar da República.
A década de 1930 representou um momento de definições sobre o encaminhamento do
desenvolvimento capitalista industrial no país, protagonizando movimentos políticos tais
como a Revolução de outubro de 1930, a Revolução Constitucionalista de 32 e o Estado
Novo, em 1937 e suscitando inúmeras discussões, ainda presentes na historiografia, sobre
quais forças políticas e interesses predominaram nas mudanças ocorridas no período
considerado um marco da modernização brasileira.
Sobre a educação, destacam-se o envolvimento de vários grupos e as reformas educacionais
que visavam abranger as necessidades desse processo de modernização, reformas que desde
o início da República foi pauta de discussão de setores organizados da sociedade.
A criação da Associação Brasileira de  Educação, em 1924, com a função de promover
debates em torno da questão educacional; a atuação dos pioneiros da Escola Nova, movimento que se empenhou em dar novos rumos à educação nacional e os embates da
Igreja no seu confronto com o estabelecimento de novos modelos para a educação tornam
evidente a diversidade de interesses que abrangia a educação escolarizada. Nesses embates
prevaleceram grupos articulados ao ensino público e grupos vinculados aos interesses do
ensino privado.
A instalação do Ministério dos Negócios  da Educação e Saúde Pública em 1930; a
Constituição de 1934 estabelecendo a necessidade de um Plano Nacional de Educação, Educacionais nos anos de 1930 e 40
1
 demonstram que, na época, houve mudanças
institucionais e substanciais na educação escolar do país.
A educação escolarizada que se estruturou após 1930 já se anunciava com a República, na
qual um projeto de escolarização se organizava, tendo em vista a inserção de parte da
população que se encontrava a margem do processo político republicano.
 Mesmo que consubstanciado como um regime federativo, descentralizado quanto à
educação elementar, a República é referência para a história da educação como o período
em que o poder público assume a tarefa de organizar integralmente escolas, tendo como
objetivo a difusão do ensino para toda a população. (Saviani, 2004, p. 18).
A restrição ao voto do analfabeto (Cf. Paiva, 1987, p. 83 e Noronha, 2004, p. 76); o grande
contingente de imigrantes em alguns centros urbanos e a demanda por educação (CF. Paiva,
1987, p.69), o empenho dos maçons, visando diminuir a influência da igreja católica (Cf.
Cunha, 2000, p.25), entre outros, foram fatores  de discussão sobre a necessidade de

como também a gratuidade e obrigatoriedade do ensino elementar, e as Reformas

educação básica para a população.  
Nos princípios republicanos, a instrução foi um dos pilares para o progresso e a cidadania,
como parte de um projeto civilizatório. Na década de 1930, um novo conceito de cidadania,
diferente do início da República se anunciava:  cidadania regulada pela estratificação
ocupacional do trabalho, que passa a ocupar o lugar da cidadania  abstrata, pautada no
liberalismo clássico (Olinda, 2004, p. 16), fundada no direito natural.


O PROJETO DE ASCENSÃO SOCIAL ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO
ESCOLARIZADA NA DÉCADA DE 1930
Azilde L. Andreotti
Doutora em História da Educação pela
UNICAMP, pesquisadora vinculada ao Grupo
de Estudos e Pesquisas - HISTEDBR

Este é só a introdução deste trabalho maravilhoso o restante você encontra aqui http://www.histedbr.fae.unicamp.br/navegando/artigos_frames/artigo_023.html
È uma otima fonte de pesquisa!
Beijos!
Bom estudo!




Nenhum comentário:

Postar um comentário